7 Meses na América do Sul

A PUC de Santiago, o Direito chileno, o pisco e as empanadas, os Andes, o Pacífico, a Sudamérica, Rapa-Nui ... enfim, La Libertad.


Mostrar mensagens com a etiqueta Uruguai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Uruguai. Mostrar todas as mensagens

25.12.07

De Punta a ponta

Corre.

O vento, a off-season de Punta del Este, a ausência de movimento (quase), a saída da Península.

Corre.

Por outro lado, o sol e calor, a alegria, o hostel colorido, os preços, a tranquilidade.

Corre.

Desde Punta del Este, na parte Este (qual outra?) do Uruguai, até Colónia de Sacramento, em pleno Rio del Plata, virado para Buenos Aires.

Corre.

A Miami da Sudamérica e a fortificaçäo portuguesa que permitia o tráfico para Buenos Aires, de acordo com os interesses portugueses dos séculos XVIII-XIX.

Corre.

O dinheiro esticado ao máximo e a necessidad de sacar dinero de un cajero.

Corre.

O caminho da Rodoviaria até ao HSBC foram cinco minutos de corrida, quando percebes que já näo corres há meses. "Corre", diz a voz dentro de ti. É preciso apanhar o bus para Montevideu e depois para Colónia. E à medida que os teus amigos te esperam na Rodoviaria e tu excedes os limites físicos presentes vais esgotando os últimos segundos de Punta, que te fazem notar a definiçäo de Punta del Este sem movimento - poucas pessoas, pouca agitaçäo, mas um sol e mar incríveis, quase perfeitos, fosse ao por ou ao nascer do Sol.

Corre.

A verdade é que já estou em Buenos Aires. Apanhei aquele bus?

24.12.07

41 anos a virar frangos

"Virar frangos" é caläo para "saber muito", especialmente usado pelo Bessa e por mim desde a EuroTrip de Fevereiro 2007. Ouvia-a a primeira vez, verdade seja dita, da boca desse grande conhecedor do vernáculo português que dá pelo nome de António Pedro Caldas Matias, vulgo Toy.

O Uruguai näo desilude. Primeiro, como näo gostar deste castelhano (castijano, portanto) em que os ll e os y säo pronunciados com j. Depois, a paisagem - ou verde ou água. No fim, a descoberta da Ciudad Vieja de Montevideu.

As voltas pela cidade velha montevidenha, o almoço no Mercado del Puerto (parrillada regada a Medio y Medio!) e o doce fazer nada na Plaza Independencia, jogando â bola com crianças ou só a beber cerveja e apanhar sol. À noite, fiesta na Calle Bartolomé Mitre, acabando já com o sol alto na Rambla marginal vazia.

Näo cheguei a apresentá-los mas os meus irmäos de armas neste início de Tour säo três, às vezes cinco. O Bessa, com quem vou viajar até ao fim (Que paciência!), obviamente já planeando viagens futuras (o eternamente adiado Interrail, a Route 66 nos EUA, Índia e Sudeste Asiático e, a cereja no topo do bolo, fazer África por inteiro, ligando a Cidade do Cabo a Ceuta). Mais, o Gonçalo (Lalo; Lálonge para os zucas, pelos seus 2m e pico) e o Bernardo (ou Biá), housemates do Bessa da Carlos Góis. E ainda os Joäos da muito longíqua FDL, o Martinho e o Castilho, que estudaram no Rio este semestre, com quem nos encontrámos em Florianópolis, Montevideu e agora Buenos Aires. Mas calma, que já lá vamos.

Por agora estávamos em Montevideu, ainda longe de sair para Punta del Este. Estávamos a atalhar caminho entre a parrijada, ao balcäo de um tasco do Mercado del Puerto, por entre riñones, chinchurrijones, morcillas, chorizos, pojo e outras. À nossa frente um senhor com ar experiente (eufemismo para velho), encarregado da parrilla/grelha, fazia saltar as carnes enquanto atirava toros de lenha para o fogo e geria as brasas, gritando ainda ordens para dentro do restaurante. Näo me lembro do nome, se o perguntámos, mas uma coisa fixei. Está há 41 anos a virar frangos. Literalmente.